FMI divulga relatório com estimativas de recessão comparadas a Grande Depressão

A pandemia que atingiu o mundo em 2020 já provoca estragos na economia global com registros negativos de desempenho comparados a Grande Depressão de 1929. A comparação foi feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e divulgada em recentes notícias no dia 14 de abril deste ano. De acordo com um relatório publicado pelo órgão, as estimativas são de queda no PIB (Produto Interno Bruto) global de 3%. Antes da pandemia, a previsão era de alta de 3,3%.

Em relação ao Brasil, o FMI estima que a queda no PIB deste ano será na casa de 5,3%. Anterior a pandemia, a estimativa do órgão para o PIB brasileiro era de alta de 2,2%. Caso as novas previsões feitas pelo FMI se confirmem, a economia brasileira irá passar por um momento negativo sem precedentes na história do país. A referência mais próxima é da economia do país em 1901. No momento, as projeções lançadas pelo FMI em relação à economia brasileira são mais pessimistas que as projeções realizadas pelos especialistas do mercado interno.

De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central em abril deste ano, os analistas da instituição estão mais otimistas que o FMI, com estimativas de recuo de 1,96%. Para lidar com a pandemia, diversos países paralisaram suas atividades econômicas que não são essenciais neste momento. O isolamento social e a quarentena fizeram com que diversos setores entrassem em recessão.

“Em 2020, é muito provável que a economia global passe por sua pior recessão desde 1929, sendo mais negativa do que a crise enfrentada em 2008”, explica o relatório do FMI intitulado como World Economic Outlook. A crise deverá ser mais agressiva para as economias mais avançadas, explica o relatório. As estimativas são de que os países mais ricos registre retração média até 6,1%, sendo que em países emergentes a média do recuo seja de 1%.

Nesse contexto, a crise desencadeada pelo coronavírus necessita de grande estímulo fiscal e monetário para ser superada. A estrutura econômica global deve garantir os empregos e a autonomia dos empresários. “A força e a velocidade em que a economia está mergulhando em um colapso em grande parte dos setores é diferente de tudo que já enfrentamos no mundo globalizado de hoje. Vivemos em dias de incertezas sobre os empregos e o patamar de vidas das pessoas”, explica Gita Gopinath, economista-chefe do FMI.

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