Expectativa de crescimento da economia brasileira para 2020 reduz para zero

No último dia 26 março, o Banco Central (BC) zerou a expectativa de crescimento da economia brasileira para o ano de 2020 — em dezembro de 2019, essa expectativa era de que o País alcançasse uma alta de 2,2% do Produto Interno Bruto(PIB). Na semana anterior ao dia 26, porém, o Ministério da Economia também já havia reduzido suas projeções de alta de 2,1% para 0,02%.

A estimativa de crescimento do BC ter chegado a zero ocorre muito por conta do impacto negativo em diversos setores, inclusive na economia, da pandemia coronavírus (COVID-19) — doença que já atinge o mundo inteiro. Contudo, a autoridade monetária ressaltou, em seu Relatório Trimestral de Inflação , que, mesmo antes do surto da COVID-19, as notícias econômicas brasileiras e os dados mais recentes já frustraram as expectativas de crescimento.

Para o Banco Central, “resultados abaixo do esperado em indicadores econômicos no final de 2019 e início de 2020 afetaram a expectativa de desempenho da atividade no primeiro trimestre”. A entidade agora prevê queda no PIB para segundo trimestre do ano, seguido de um “retorno relevante” da atividade nos últimos dois trimestres.

 “A economia mundial, incluindo a brasileira, passa por momento de elevado grau de incerteza em decorrência da pandemia de coronavírus, que está provocando desaceleração significativa da atividade econômica, queda nos preços das commodities [matérias-primas] e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros”, explicou ainda o BC na publicação do dia 26 de março.

Dentre as projeções atualizadas do BC para 2020, estão os seguintes números:

  • Indústria: de +2,9% para -0,5%;
  • Serviços: de +1,7% para 0%
  • Investimentos: de +4,1% para -1,1%

Outras que foram revistas foram as estimativas para a inflação. Para este ano, o Banco Central diminuiu, de 3,5% para 3%, a estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) . Já no que se refere à política monetária, a instituição financeira afirmou que vê como adequada a manutenção da taxa de juros equivalente à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) em seu novo patamar, de 3,75% ao ano — todavia, ressaltou que, para definir seus próximos passos, a maior variação de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica do País serão essenciais.

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