Guilherme Paulus quer ser o maior hoteleiro do Brasil

Os planos de Guilherme Paulus são ambiciosos: o empresário de sucesso tem como meta torna-se o maior empresário do ramo hoteleiro do Brasil. A visão de Paulus, assim como outros pensamentos, foram exibidos em uma reportagem dada à Forbes, uma das mais famosas revistas de negócios no mundo.

Guilherme Paulus é fundador da CVC, atualmente a maior operadora de viagem e turismo das Américas, além de ser a terceira maior do mundo. A realidade, no entanto, não foi sempre assim: quando Paulus assumiu o controle da companhia, esta era apenas uma endividada agência de viagens de Santo André, em São Paulo.

Foi sob a gerência e visão empreendedora de Guilherme Paulus que a CVC atingiu resultados expressivos, que a colocaram como uma das gigantes do setor turístico mundial. O empresário se manteve no controle da empresa até 2011, quando vendeu o controle acionário ao Carlyle, terceiro maior fundo de private equity no mundo, por U$ 420 milhões, aproximadamente, R$ 1,5 bilhão. Atualmente, Paulus ainda possui 25% das ações da CVC, além de presidir o Conselho de Administração da empresa.

Após a transferência do controle da CVC, a companhia continua obtendo resultados cada vez melhores. Em 2014 a operadora foi responsável por transportar 4 milhões de turistas brasileiros entre pontos nacionais e internacionais.

Ficaram de fora da negociação a companhia aérea Webjet, recuperada por Paulus e posteriormente vendida à Gol, e três hotéis que pertenciam à CVC, e foram com esses imóveis que o empresário fundou mais uma empresa, a GJP Hotels & Resorts, que leva as iniciais de seu nome.

Guilherme Paulus desenvolveu a GJP Hotels & Resorts até torná-la um dos maiores grupos de hóteis no Brasil. Sob o comando do grupo estão 13 hotéis nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju, Foz do Iguaçu, Recife, Porto de Galinhas, Maceió e Gramado, totalizando R$ 500 milhões em ativos. Além disso, a empresa possuía, em 2015, outros empreendimentos em construção nas cidades de Belo Horizonte e Juiz de Fora, em Minas Gerais, Belém e Paragominas, no Pará, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Londrina e Maringá, no Paraná.

Os empreendimentos do grupo se dividem em três bandeiras principais: Wish, de 5 estrelas, Prodigy, de 4 estrelas, e Linx, de 3 estrelas. Além dessas, há também o Sheraton Bahia Hotel, que utiliza a bandeira reconhecida mundialmente por seu luxo e por ter hospedado famosos como Elton John e Bill Clinton.

Com tamanha diversidade entre os hotéis, a GJP obteve receita de R$ 150 milhões em 2015, com projeções otimistas de crescimento, que estavam em R$ 250 milhões em 2016, após a inauguração dos novos empreendimentos. A meta do empresário, no entanto, ainda não foi alcançada: ele almeja ter hotéis por todo o país. Para isso, chegou a planejar a construção de 19 novos hotéis de 3 estrelas no Brasil, projeto que foi congelado em razão da crise econômica vivida recentemente pelo país.

O sucesso nos negócios e a venda bilionária da CVC à Carlyle, no entanto, não mudou o estilo de vida de Guilherme Paulus, que, segundo declarações em entrevista à Forbes, continua tão intenso e voltado ao trabalho quanto no início de sua carreira, aos 22 anos. Além disso, o empresário fez questão de frisar que, apesar de trazer conforto, o dinheiro não é capaz de comprar a felicidade.

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