Pente-fino encerrará mais de 2 milhões de beneficiários com suspeitas de fraude

De acordo com Rogério Marinho, atual secretário especial da Previdência e Trabalho, uma auditoria que será realizada junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), deverá encerrar benefícios de mais de 2 milhões de recebedores com suspeitas de fraude. As notícias sobre o pente-fino que será realizado foram divulgadas no dia 9 de janeiro de 2019, após o secretário reunir-se com membros do atual governo no Palácio do Planalto.

“Existem mais de 2 milhões de pessoas recebendo benefício junto ao INSS com auditoria atrasada. Esse número de beneficiário é somente a parcela dos benefícios suspeitos por ilicitude. Isso não garante que sejam benefícios ilícitos, por isso vamos fazer um grande mutirão de pente-fino para que possamos zerar as auditorias até o final deste ano”, explicou Marinho.

A economia que o pente-fino irá gerar aos cofres públicos será com certeza grande, apesar de não ter sido confirmada pelo atual governo. Marinho também apontou dados obtidos em relatórios do TCU (Tribunal de Contas da União) que comprovam a incidência entre 16% e 30% de benefícios ilícitos junto a Previdência Social. O número é relativo aos dados do Tribunal de Contas, e são uma prévia da quantidade de benefícios que podem confirmar a suspeita. Os valores que deixaram de ser pagos poderão aquecer os cofres públicos até o final deste ano.

O secretário também anunciou que uma MP (Medida Provisória) será necessária para que as regras da Previdência possam ser revisadas. Mas sem deixar muitos detalhes, Marinho confirmou que essas mudanças irão mexer com o auxílio-reclusão, uma das principais proposta do novo governo.

Em relação a Reforma da Previdência, membros das forças armadas, como o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, se posicionaram contra uma reforma da Previdência para os militares. Não só a categoria militar, mas outras categorias também devem ficar de fora da Reforma, de acordo com o general Carlos Alberto. “Militares, agentes penitenciários, policiais, Legislativo, Ministério Público e Judiciário devem continuar com características especiais, que devem ser discutidas antes de qualquer mudança definitiva”, disse o general.

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