Trump continua com disputa sobre orçamento e insiste na construção do muro

A paralisia no orçamento dos Estados Unidos permanece, mesmo após o presidente Donald Trump ter recebido um grupo de líderes do Partido Democrata na Casa Branca. O grande impasse continua sendo a questão do muro na fronteira com o México, defendida por Trump.

As vésperas dos novos deputados e senadores assumirem seus mandatos no Congresso, a paralisação orçamentária se mantém desde o dia 22 de dezembro. No momento, as negociações estão estagnadas por falta de consenso entre os dois grandes grupos políticos do país.

Quando questionado sobre o impasse, Donald Trump voltou a afirmar que irá manter a paralisação pelo tempo que for necessário, e ressaltou que a liberação de parte do orçamento anual para a construção do muro na fronteira com o México é uma medida fundamental para que o país resolva seus problemas de imigração.

Para o Partido Democrata, a construção de um muro não é forma mais adequada de lidar com a imigração ilegal nos Estados Unidos. A opinião pública, por sua vez, se encontra bastante dividida.

A previsão de Donald Trump é que essa paralisação possa durar por bastante tempo caso o Congresso não aprove a quantia de cerca de US$ 5,6 bilhões que o presidente precisa para a construção do muro. Segundo Trump, esse é um valor pequeno ao levar em consideração que pode resolver um tema que envolve a segurança nacional do país.

Nos últimos dias, os democratas já demonstraram estar preocupados com a paralisia orçamentária e os efeitos que esta pode gerar para e economia norte-americana, e por isso apresentaram uma solução alternativa que o presidente Donald Trump, que rejeitou a proposta. Essa nova alternativa consistia em renovar o orçamento de algumas das agências governamentais por mais nove meses.

Apesar de serem maioria no Senado dos Estados Unidos, o Partido Republicano, de Donald Trump, precisa de alguns votos dos Democratas para que a lei orçamentária anual seja aprovada. As controvérsias sobre essa questão tomaram proporções tão grandes que o presidente americano precisou adiar as suas tradicionais férias de final de ano para a Flórida, e permanecer em Washington em meio as difíceis rodadas de negociação entre os dois partidos.

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