Consumo de panetone no Brasil alcança 29 milhões de famílias brasileiras

O panetone se tornou o símbolo do Natal e o queridinho de muitos brasileiros nas compras de final de ano. De acordo com um estudo realizado pela “Kantar Worldpanel”, entre o período de novembro de 2017 a janeiro de 2018, mais de 29 milhões de brasileiros compraram panetone. Esse número indica 53,2% dos lares que corresponde a classe AB1. Na Grande São Paulo, os dados indicam que o índice chegou a 78%, o que aponta um crescimento de 13% nas vendas e um faturamento 15% maior que no ano anterior.

O estudo apontou que cada família brasileira consumiu um total de 1,3 quilo de panetone durante o período analisado. Esse número equivale a um aumento de 2,6% em comparação com o mesmo período no ano passado. De acordo com o estudo, o item chegou na casa dos brasileiros principalmente como presente. Os dados de 2017 indicam ainda que os panetones foram os itens que menos tiveram promoções, o que fez com que os preços ficassem parecidos com os do período anterior (2016/2017).

Dentre as variedades e tamanhos, o levantamento revelou que os panetones com 400 e 500 gramas foram os mais comprados durante o período. Em comparação com o período anterior, de novembro de 2017 a janeiro deste ano foram vendidos 2 milhões de panetones a mais nesta categoria de 400 a 500 gramas. Mesmo com tantas versões e sabores diferentes, o panetone mais vendido ainda é o tradicional, sendo representado por 78,2% das vendas deste produto durante o período. A Kantar Worldpanel ainda identificou que o segmento de panetone recheados sem frutas tem ganhado cada vez mais espaço durante o período natalino.

Em relação ao perfil dos consumidores, o estudo revelou que na Grande São Paulo, o maior volume de vendas de panetone se concentra em um público com 50 anos ou mais. Além disso, os lares que mais consumiram esse item durante o período foram aqueles com um ou dois indivíduos com alto poder aquisitivo.

Essas e outras notícias sobre o consumo de panetone no Brasil apontam os parâmetros necessários para empresas explorem novos negócios nesse segmento e para que se atenham as necessidades dos consumidores.

“Oumuamua” pode ser de origem alienígena, dizem pesquisadores de Harvard

Segundo pesquisadores de Harvard, o asteróide Oumuamua pode ter origem em uma civilização alienígena. O asteróide descoberto em 2017 traz características peculiares e aponta para um novo tipo de asteróide nunca observado antes.

Especulações sobre o assunto foram lançadas por cientistas de Harvard em notícias que repercutiram em sites relacionados com o assunto. “O asteróide pode ser uma sonda de origem alienígena enviada em direção a Terra de forma intencional”, dizem os cientistas Shmuel Bialy e Abraham Loeb de Harvard, Estados Unidos. Os dois cientista são responsáveis por defender essas especulações.

Para os cientistas, o formato achatado do asteroide e a velocidade em que ele se move são peculiares e nunca antes observados. “Levando em conta que Oumuamua pode ter uma origem artificial, podendo ser uma sonda ou um detrito de uma tecnologia alienígena avançada que vaga pelo sistema solar, tais especulações devem ser investigadas”.

É possível que o objeto seja um tipo de transporte entre planetas com milhares de anos luz de distância, acreditam os cientistas . “Velas solares com as mesmas características observadas no Oumuamua são empregadas em nossas tecnologias de exploração espacial, como é possível observar no projeto Ikaros (tecnologia japonesa) e na Iniciativa Starshot”, afirmam os dois cientistas.

As especulações de que o asteroide é peculiar e não se compara com nada já visto até o momento também foram confirmadas por um estudo realizado pela Queen’s University Belfast. As notícias sobre este estudo apontam que o corpo celeste vaga pelo espaço há bilhões de anos e sua trajetória é muito antiga.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Barkely, localizado na Califórnia, Estados Unidos, o Oumuamua pode ser comparado com o arranha-céu Gherkin em termo de tamanho. O arranha-céu londrino mede 180 metros de altura. O comprimento observado neste asteróide achatado faz pensar em como ele sobreviveu bilhões de anos no espaço sem ter se partido ou colidido com outro objeto.

Estudos anteriores sobre o asteróide identificaram resquícios de uma crosta protetora que conservou o seu núcleo por todo esse tempo. O núcleo do asteróide pode ser constituído de gelo, que não vaporizou devido a crosta protetora. Segundo o pesquisador Wes Fraser, o Oumuamua apresenta variações em seu brilho e cores, algo peculiar considerando que é um corpo celeste pequeno.

“Sua superfície irregular apresenta tons vermelhos e muito intensos, com outras composições de cores incomum devido às dimensões do asteróide. Definitivamente, esse é um corpo muito estranho encontrado em nosso sistema solar”, diz Fraser.

De acordo com dados sobre corpos celestes no nosso sistema solar, mais de 10 mil objetos com características próximas a do Oumuamua já foram observadas. Mas nada tão peculiar quanto o Oumuamua foi observado antes.