Com nova taxa em vigor, Correios arrecadará R$ 90 milhões por mês

Após as recentes notícias sobre a taxa de R$ 15,00 cobrada pelos Correios em encomendas internacionais, foi possível estimar quanto a estatal irá arrecadar diariamente. Com base na nova taxa cobrada, a estatal irá arrecadar entre R$ 1,5 milhão e R$ 4,5 milhões a cada dia de cobrança em encomendas internacionais. O aporte mensal arrecadado pela empresa com a cobrança da nova taxa irá atingir a casa dos R$ 90 milhões todos os meses.

De acordo com o presidente dos Correios, Carlos Roberto Fortner, esse valor arrecadado com a taxa de R$ 15,00 sobre encomendas internacionais, será para melhorar esse serviço e poderá melhorar a qualidade de outros serviços oferecidos pela estatal.

“Todo o valor arrecadado através do despacho postal internacional será destinado a custear todos os processos e a estrutura utilizada para o desembaraço alfandegário, um gasto que era incluído em outros serviços oferecidos pelos Correios”, diz Fortner.

A nova taxa de R$ 15,00 cobrada pelos Correios para encomendas internacionais, passou a vigorar no dia 27 de agosto de 2018. Um dos motivos para a inclusão desta taxa é que, o volume de encomendas recebidas pelos correios ao longo dos últimos anos teve um aumento significativo. A média de objetos recebidos do exterior pela estatal tende a variar entre 100 mil e 300 mil a cada dia. Isso levou a existência da taxa para que a empresa pudesse manter o padrão dos serviços prestados.

O presidente dos Correios também fala sobre a cobrança do despacho postal, uma prática que já acontece em outros países, com taxas de cobranças quatro vezes maiores em comparação coma à taxa cobrada pelos Correios.

“Quando o volume de encomendas é menor, os gastos acabam sendo diluídos pelo volume de outras operações. Já com a elevação da quantidade de encomendas importadas de outros países, tornou-se necessário revermos a questão dos gastos envolvidos neste tipo de serviço e permitir que cada cliente pague apenas o que tem que pagar. Ou seja, tivemos que nos adaptar para podermos continuar”, explicou Fortner.

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