Caixa atrasa a divulgação dos seus resultados devido às investigações de corrupção

Os resultados das averiguações que estão sendo realizadas na Caixa Econômica Federal, que abrangem executivos e ex-diretores do banco por suspeitas de corrupção, influenciaram na resolução da auditoria PwC (PricewaterhouseCoopers) de assinar os resultados da Caixa, do terceiro trimestre do ano passado. A demora que ocorreu na divulgação dos resultados do banco, teve esse como um dos seus motivos, sendo que a divulgação só saiu no dia 29 de dezembro, quando o balanço do trimestre ficou disponível no site da Caixa, depois que a PwC deu a sua autorização, mas com observações no relatório dos auditores independentes.

Segundo algumas fontes, a consultoria teria rejeitado aprovar o balanço antes que as averiguações chegassem ao fim, mas as considerações finais foram entregues somente há alguns dias atrás à 10.ª Vara Federal, em Brasília, pela Procuradoria da República. O relatório da investigação teve também a ajuda da consultoria de riscos Kroll, que em agosto atendeu ao pedido do Conselho de Administração da Caixa. O documento foi elaborado pelos advogados do escritório Pinheiro Neto e devido aos resultados das investigações, quatro vice-presidentes da Caixa foram afastados dos seus cargos.

O parecer feito pelos auditores independentes que acompanharam os resultados financeiros do banco, a consultoria explicou que não havia possibilidade de definir se teriam que ser realizados ajustes ou publicações adicionais, às considerações dos casos que estavam sendo investigados até o mês de setembro, já que as averiguações sobre esses eventos ainda estavam em curso.

A PwC declarou que com exceção das possíveis consequências das ações ilícitas, não houve nenhum dado que possa demonstrar que os resultados da Caixa não foram produzidos com todas as características importantes, seguindo todas as normas contábeis praticadas no território brasileiro, e que são adequadas às instituições com permissão do Banco Central para funcionar. Os índices apresentados pela Caixa no terceiro trimestre foram de 2,168 bilhões de reais de lucro líquido, o que representa um aumento de 122,1% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a Caixa teve um lucro líquido de 998 milhões de reais.

As averiguações mostraram que estava tudo certo em relação aos balanços contábeis, mas de acordo com o relatório feito pelo escritório de advocacia, foram encontrados eventos de influência política dentro do banco, em no mínimo quatro vice-presidências.

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