Grupos Pão de açúcar e Carrefour Brasil cressem mesmo em meio a crise.

Crise Econômica? Essas Palavras parecem não existir no vocabulário dos dois maiores grupos varejistas do país, mesmo o país tendo sua economia mergulhada em uma crise, os grupos tiveram faturamento recorde no segundo semestre e muito superior ao do ano passado.

Embora a economia do país ainda rasteje para fora da crise à coisa está bem melhor para os dois grandes grupos varejistas do país, o Carrefour Brasil teve um aumento de 47% comparado com o ano passado o que representa um lucro liquido equivalente a 440 milhões de reais.

No Grupo pão de açúcar as coisas também não foram muito diferentes o grupo lucrou este ano cinco vezes mais que no ano passado, tendo um lucro líquido de 526 milhões de reais.

A economia enfraquecida do país parece destoar bastante do que ocorre com o grupo, e não é por acaso, os grupos tem investido bastante em novas formas de atrair o público uma delas é o maior investimento no atacarejo Assaí.

O grupo pão de açúcar é o que mais tem investido nessa modalidade e já está colhendo os resultados, vendo a modalidade cada vez mais crescendo no mercado e sendo uma das principais formas de lucro do grupo.

No grupo Carrefour o grande aumento veio da área de comércio eletrônico que teve uma grande alta e puxou o lucro o que levou ao grande resultado no final do trimestre.

Nem mesmo a greve de caminhoneiros que ocorreu esse ano foi capaz de interromper o crescimento dos grupos, e isso porque muitas lojas dos grupos tem seu próprio depósito com uma grande capacidade de armazenamento o que permitiu que o abastecimento continuasse normalmente.

Esse resultado se tornar ainda mais significativo quando nos lembramos de que a páscoa ocorreu na primeira semana de abril o que levou as compras para essa data a serem antecipadas e serem feitas no primeiro trimestre.

Depois de vender kit bucal, negócio de empresário fatura R$ 141 milhões

A saúde bucal é um dos principais fatores para garantir a qualidade a vida, se baseando nisso, o empresário Fernando Massi, decidiu dar palestras sobre a importância dos cuidados com os dentes e assim conseguiu atrair clientes.

Quando estava cursando Odontologia, Massi, vivia com o dinheiro contado para custear os seus gastos, então para conseguir mais renda, o jovem estudante na época começou a dar palestras para a classe média em escolas estaduais, depois da palestra ele conseguia vender o seu kit para a saúde bucal. Por noite eram de quatro a cinco palestras.

Depois que se graduou em 2002, Massi foi trabalhar em um consultório que abriu, no entanto, viu que não tinha perfil para ficar em um espaço de 30 metros quadrados longe do contato social que tinha com os colegas e professores.

Como fazia em sua época de estudante, Massi voltou a dar palestras educacionais e direcionou os seus esforços para conseguir novos clientes para o consultório. Ele sabia que havia espaço no mercado. As estatísticas comprovam que somente 5% da população procura espontaneamente por dentistas pelo menos uma vez por ano. Isso motivou o profissional a dar palestras para atrair um público em potencial.

 Inicialmente o seu consultório fazia tratamentos de canais, limpezas e obturações, mas posteriormente os tratamentos foram aprimorados e passaram a incluir aparelhos dentários.

 De acordo com o empresário o negócio cresceu pela facilidade da forma de pagamento para a classe média. Os aparelhos são vendidos por um valor relativamente caro, mas a forma de pagamento permite várias parcelas.

 Com a orientação do Sebrae, a receita da empresa com um ticket baixo teve bons resultados. Consultorias especializadas em recursos humanos e jurídico também foram contratadas pelo empresário.

 Depois que a gestão se tornou mais profissional a empresa começou a deslanchar e os lucros vieram. Quando um amigo se interessou em ter uma clínica, veio a ideia de tornar o negócio uma franquia. Então em 2004 foi fundada e rede Orthodontic.Com a ideia de franquia, os resultados se multiplicaram. Hoje são mais de 190 clínicas em operação e somente no ano passado houve um faturamento de 141 milhões de reais.

Caixa atrasa a divulgação dos seus resultados devido às investigações de corrupção

Os resultados das averiguações que estão sendo realizadas na Caixa Econômica Federal, que abrangem executivos e ex-diretores do banco por suspeitas de corrupção, influenciaram na resolução da auditoria PwC (PricewaterhouseCoopers) de assinar os resultados da Caixa, do terceiro trimestre do ano passado. A demora que ocorreu na divulgação dos resultados do banco, teve esse como um dos seus motivos, sendo que a divulgação só saiu no dia 29 de dezembro, quando o balanço do trimestre ficou disponível no site da Caixa, depois que a PwC deu a sua autorização, mas com observações no relatório dos auditores independentes.

Segundo algumas fontes, a consultoria teria rejeitado aprovar o balanço antes que as averiguações chegassem ao fim, mas as considerações finais foram entregues somente há alguns dias atrás à 10.ª Vara Federal, em Brasília, pela Procuradoria da República. O relatório da investigação teve também a ajuda da consultoria de riscos Kroll, que em agosto atendeu ao pedido do Conselho de Administração da Caixa. O documento foi elaborado pelos advogados do escritório Pinheiro Neto e devido aos resultados das investigações, quatro vice-presidentes da Caixa foram afastados dos seus cargos.

O parecer feito pelos auditores independentes que acompanharam os resultados financeiros do banco, a consultoria explicou que não havia possibilidade de definir se teriam que ser realizados ajustes ou publicações adicionais, às considerações dos casos que estavam sendo investigados até o mês de setembro, já que as averiguações sobre esses eventos ainda estavam em curso.

A PwC declarou que com exceção das possíveis consequências das ações ilícitas, não houve nenhum dado que possa demonstrar que os resultados da Caixa não foram produzidos com todas as características importantes, seguindo todas as normas contábeis praticadas no território brasileiro, e que são adequadas às instituições com permissão do Banco Central para funcionar. Os índices apresentados pela Caixa no terceiro trimestre foram de 2,168 bilhões de reais de lucro líquido, o que representa um aumento de 122,1% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a Caixa teve um lucro líquido de 998 milhões de reais.

As averiguações mostraram que estava tudo certo em relação aos balanços contábeis, mas de acordo com o relatório feito pelo escritório de advocacia, foram encontrados eventos de influência política dentro do banco, em no mínimo quatro vice-presidências.